Protestos pelo Brasil são destaque de encontro estudantil em Ibiúna


Cerca de 1500 estudantes compareceram ao evento na Praça da Matriz em Ibiúna

Ibiúna mais uma vez entrou para história do movimento estudantil brasileiro. Após 45 anos do marcante Congresso da UNE de 1968, quando em plena ditadura militar mais de 700 estudantes foram presos no bairro do Murundu, novamente a cidade sediou um evento do gênero e em mais um momento histórico para democracia brasileira: a onda de protestos pelo Brasil a fora, que foi o principal tema debatido durante o encontro. O 11º Congresso da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), realizado no último final de semana em Ibiúna foi destaque em vários meios de comunicação do Brasil a fora e contou com a presença de diversas personalidades, tais como: Franklin Martins, José Dirceu, José Genoino e o ator José de Abreu, que voltaram ao cenário onde foram presos no passado.

Apesar de o encontro ser um marco na história do país em mais um momento de grandes manifestações, o evento acabou dividindo a opinião de muitos ibiunenses, que protestaram pelo fato de alguns dos participantes ilustres terem sido recentemente condenados por envolvimento no “Mensalão”. “Há 45 anos Ibiúna foi palco de uma das maiores manifestações da história do país. Entretanto, o que era para ser um momento de festa e reflexão, foi ofuscado pela presença de mensaleiros. Pior ainda é ver as pessoas aplaudindo e exaltando esses caras”, desabafou um ibiunense.

O Congresso

Em 1968, mais de 700 estudantes foram presos durante Congresso da UNE realizado em Ibiúna

O 11º Congresso foi aberto com a inauguração de um monumento, localizado entre a Rua XV de Novembro e Av. São Sebastião (em frente a Capelinha do Bom Jesus), em homenagem às lutas estudantis. A obra foi doada pelo artista plástico Cláudio Tozzi, estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP), de 1968. O ato foi prestigiado pelo prefeito Professor Eduardo (PT), vice-prefeito Adalberto Marcicano e demais autoridades e lideranças estudantis.

“Após 45 anos, o movimento estudantil voltou à Ibiúna, carregado da mesma coragem e força para dar seguimento a luta para a construção de um país verdadeiramente livre, democrático, mais igual e soberano”, declarou Alexandre Cherno, presidente da UEE-SP.

Após a inauguração, os presentes seguiram em caminhada até a Praça Matriz, onde cerca de 40 estudantes da Escola Estadual Professora Laurinda Vieira Pinto encenaram um musical que cantou em prosa e verso o que foi o Regime Militar no Brasil e qual o papel do movimento estudantil durante esse período.  No mesmo local ainda foi apresentada a peça teatral “1968 – O Último Ato” do Grupo Re-Atores, com elenco formado exclusivamente por jovens ibiunenses, além de apresentações musicais diversas.

Congressistas elegeram nova presidenta da UEE-SP, que representa 80% dos universitários do estado

No dia seguinte, além do pedido oficial de desculpas do governo brasileiro pela opressão e tortura cometidos pela ditadura militar, a Comissão de Anistia realizou o julgamento de dois processos de anistia, dos então estudantes Etelvino José Bechara e Gonzalo Pastor Barreda.

No domingo (16), os estudantes ainda elegeram com 70,2% dos votos, a estudante de Economia da Universidade Paulista (Unip), Carina Vitral, do Movimento Bloco na Rua como nova presidente da UEE-SP. A entidade representa mais de 80% dos universitários de todo o Estado e é uma das que estão a frente das mobilizações e protestos que estão sendo realizados em São Paulo-SP.

Ibiúna na mídia nacional

Veja abaixo links com diversas reportagens de vários jornais do Brasil que destacaram o evento realizado em Ibiúna:

- Caravana julga dois processos de anistia política em Ibiúna (SP)
Folha.com

- Ibiúna relembra Congresso da UNE de 1968 – politica – Estadao.com.br

 

- Comissão de Anistia faz ato de reparação coletiva
Jornal Cruzeiro do Sul

 

- Caravana faz reparação coletiva de perseguidos pela ditadura no
Correio do Brasil

 

- UEE-SP diz que 50 mil ocuparão São Paulo contra abuso policial

 

- ‘Cenário é o mesmo de 68′, diz ex-ministro
Último Segundo – iG

 

- Estado promove reparação e anistia os estudantes presos em 1968
Vermelho

 

- UEE-SP diz que 50 mil ocuparão São Paulo contra abuso policial
Vermelho

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